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terça-feira, 28 de junho de 2011

Currículo do Ens. Fund. 9 Anos: História

História: Cultura e sociedade (1º ano)
Objetivos
- Identificar e valorizar diferentes formas de convívio social compartilhadas nas brincadeiras, nos jogos e nas festas, no presente e em diferentes tempos.
- Reconhecer mudanças e permanências nesses hábitos culturais e registrar suas relações com grupos, elementos culturais e marcadores de tempo.

Objetivos para os demais anos
2º ano
Identificar e estabelecer relações entre diferentes hábitos alimentares da comunidade e de outras localidades, tempos e culturas (sociedades indígenas, quilombolas...), em diferentes ocasiões - cotidianas e festivas.

3º ano
Identificar a relação entre manifestações culturais na sociedade brasileira (festa junina, folclore, festa da primavera ou da árvore, Natal...) e em outras culturas - indígenas e quilombolas.

4º ano
Relacionar atividades locais e acontecimentos históricos com a preservação da memória de indivíduos, grupos e classes, do período colonial ao presente.

5º ano
Relacionar as histórias pessoais e das famílias à história do local em que moram, identificando a diversidade cultural da população e valorizando as diferenças de costumes dos grupos sociais e étnicos.

Formas de avaliação - Pesquisa sobre os conhecimentos das crianças a respeito das convivências coletivas sociais e culturais e suas ideias a respeito de mudanças e permanências de algumas delas com o tempo.
- Confronto dos conhecimentos das crianças e suas hipóteses com os registros feitos no ano sobre a organização do tempo.
- Observação, registro e análise de como a criança procede nas atividades propostas.


Conteúdos
- Participação em conversa sobre as vivências sociais e culturais comuns nos grupos aos quais pertence, identificando as relações entre seus membros e suas vivências e costumes compartilhados.
- Relato de vivências próprias com jogos e brincadeiras.
- Participação em situações coletivas, sociais e culturais na escola, na família e na comunidade, com conversas a respeito das experiências.
- Apresentação supervisionada de pequenas exposições sobre eventos sociais e culturais, vividos na escola, na família e na comunidade.
- Interesse e empenho em identificar no calendário da comunidade os eventos sociais e culturais e em organizar essas vivências coletivas por meio do uso de marcadores de tempo.


Propostas de atividades
- Situações de participação em eventos sociais e culturais, na escola, na família e na comunidade, com conversas a respeito das vivências compartilhadas entre os participantes.
- Promoção de eventos sociais e culturais, como brincadeiras, jogos e festas, com conversas de valorização dessas vivências compartilhadas.
- Situações de audição de relatos sobre a história de brincadeiras, jogos e festas, da cultura das crianças e de outras culturas - distinguindo as do presente e as do passado - e identificando as relações que essas atividades estabelecem
socialmente.
- Situações de apresentação de pequenas exposições sobre eventos sociais e culturais vividos na escola, na família e na comunidade.
- Organização coletiva e registro (em textos, imagens e linha do tempo) de costumes relacionados a brincadeiras, jogos e festas de diferentes povos, culturas e épocas.
- Organização coletiva de painéis com a apresentação dos eventos sociais e culturais da escola e da comunidade.

Fonte: Matriz curricular da Secretaria Municipal de Rio Branco.

Currículo do Ens. Fund. 9 Anos: Matemática

Matemática: Números e operações (1º ano)


Objetivo
- Explorar as escritas numéricas, levantando hipóteses sobre elas - com base na observação de regularidades -, utilizando-se da linguagem oral e de registros pessoais.


Objetivos para os demais anos
2º ano
Interpretar e produzir escritas numéricas levantando hipóteses sobre elas - com base na observação de regularidades - utilizando-se da linguagem oral, de registros informais e da linguagem matemática.

3º ano
Construir o significado do número natural com base em suas diferentes funções no contexto social, observando as regras do sistema de numeração decimal.

4º ano
Ampliar o conhecimento do significado do número natural pelo seu uso em situações-problema e pela compreensão e utilização das regras do sistema de numeração decimal para leitura, escrita, comparação e ordenação de números naturais de qualquer ordem, em especial da ordem de grandeza de milhar.

5º ano
Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal, para leitura e escrita, comparação, ordenação e arredondamento de números naturais de qualquer ordem de grandeza, pelo seu uso em situações-problema e pelo reconhecimento de relações e regularidades.

Conteúdos - Escritas numéricas observando regularidades e formulando hipóteses sobre suas regras.
- Uso da sequência numérica como apoio para a comparação de números e para a produção de escritas numéricas.


Propostas de atividades - Ditado de números em que a criança vai revelando suas hipóteses sobre a escrita numérica, contando com a ajuda e a intervenção do professor para progredir em direção à escrita convencional.
- Uso da calculadora para a produção de escritas numéricas ditadas pelo professor.
- Comparação de diferentes formas de registro de um mesmo número, feito pelas crianças, e reflexão sobre essas diferenças.
- Situações em que as crianças precisem discutir como se comparam dois números com base em suas escritas, quando o número de algarismos que os compõe é diferente.
- Situações em que as crianças discutam como se comparam dois números que têm a mesma quantidade de algarismos.


Formas de avaliação - Observação, análise e registro de como a criança compara escritas numéricas e se associa a quantidade de algarismos à sua ordem de grandeza.
- Observação, análise e registro de como a criança compara escritas numéricas e como se observa que o primeiro algarismo é quem "manda".
- Identificação das características dos registros da criança.

Fonte: Matriz curricular da Secretaria Municipal de Rio Branco.

Currículo do Ens. Fund. 9 Anos: Língua Portuguesa

Língua Portuguesa: Oralidade (1º ano)


Objetivos
- Escutar ativamente uma exposição.
- Comunicar-se por meio da fala, ouvindo com atenção e adequando a linguagem à situação.
- Conversar num grupo, expressar sentimentos, ideias e opiniões.
- Relatar acontecimentos e expor o que sabe sobre os temas estudados.


Objetivos para os demais anos
2º ano
Comunicar-se por meio da fala, ouvindo com atenção e adequando a linguagem à situação; expressar sentimentos, ideias e opiniões; relatar acontecimentos e expor o que sabe sobre temas estudados; formular e responder a perguntas e intervir sem sair do assunto; explicar e compreender explicações e manifestar opiniões.


3º ano
Comunicar-se por meio da fala em diferentes situações de interlocução em que sejam manifestados sentimentos, ideias e opiniões, relatadas experiências, formulados convites e elaboradas conclusões sobre questões levantadas.

4º ano
Comunicar-se por meio da fala espontânea em diferentes situações de interlocução em que sejam manifestados sentimentos, ideias e opiniões; relatadas experiências; formulados convites; negociados acordos; e elaboradas conclusões sobre questões levantadas em discussões.

5º ano
Comunicar-se por meio da fala em diferentes situações de interlocução em que sejam manifestados sentimentos, ideias e opiniões; relatadas experiências; apresentados argumentos; desenvolvidas reflexões críticas; negociados acordos; e elaboradas conclusões sobre questões suscitadas por fontes de informação.

Conteúdos
- Escuta ativa de uma exposição.
- Conversar com os colegas.
- Participação em situações de intercâmbio oral em que é preciso relatar acontecimentos e expor aspectos de temas estudados.
- Disponibilidade para manifestar sentimentos, ideias e opiniões e ouvir manifestações nesse sentido.
- Conversa sobre assuntos relacionados a vivências cotidianas.
- Adequação da fala ao conhecimento prévio dos ouvintes.


Propostas de atividades - Situações de comunicação com colegas de classe e adultos.
- Rodas de conversa sobre temas cotidianos: brincadeiras e passeios preferidos, relação com irmãos e histórias prediletas.
- Rodas de conversa em que se tenha de manifestar opiniões sobre um livro ou um fato veiculado pela mídia, por exemplo.
- Situações em que se possa compartilhar sentimentos, por exemplo, sobre fatos ocorridos na escola, na família e no bairro.
- Situações em que seja necessário compartilhar ideias para resolver um problema, definir o destino de produções orais ou escritas, resolver um conflito etc.
- Apresentação de pequenas exposições sobre temas estudados em outras áreas de conhecimento.


Formas de avaliação - Observação e registro de como a criança procede nas atividades propostas.
- Análise do registro das anotações sobre como ela produz textos oralmente em diferentes situações cotidianas, comparando-as para verificar a evolução.

Fonte: Matriz curricular da Secretaria Municipal de Rio Branco.

Retirado de:

Currículo do Ens. Fund. 9 Anos: Ciências Naturais

Ciências naturais: Corpo humano e saúde (1º ano)

Objetivos
- Demonstrar curiosidade e conhecimentos prévios ou construídos para participar da investigação de temas ou problemas de interesse científico e cultural acerca do corpo humano e da saúde.

Objetivos para os demais anos 2º ano

Investigar temas ou problemas de interesse científico e cultural acerca do corpo humano e da saúde, distinguindo hábitos saudáveis de alimentação e sono.

3º ano

Investigar temas ou problemas de interesse científico e cultural acerca do corpo humano e da saúde - reconhecendo os diferentes fatores que compõem a saúde individual -, das transformações do corpo e do comportamento humano, em diferentes fases da vida.

4º ano

Investigar as funções de nutrição do corpo humano, reconhecendo propriedades dos alimentos e princípios da alimentação saudável.

5º ano

Investigar e valorizar conhecimentos sobre a natureza e as tecnologias
da atualidade, ou de outros lugares e tempos, compreendendo a extensa presença da ciência e da tecnologia nos dias atuais.

Conteúdos

- Observação de aspectos do corpo e das atitudes do ser humano, valorizando o respeito aos indivíduos e às culturas.
- Estabelecimento de valorização e de relações de hábitos de higiene pessoal e ambiental com a saúde pessoal e coletiva.
- Comparação entre seres humanos e outros animais quanto à necessidade de comida, remoção de sujeira e níveis de temperatura.

Propostas de atividades
- Situações frequentes de higiene pessoal das mãos e dos dentes, acompanhadas de conversas sobre a importância de afastar os micro-organismos e as doenças, junto com sujeira e resíduos.
- Situações frequentes de organização e limpeza do ambiente da sala de aula
ou outro espaço escolar, acompanhada de conversa sobre a importância de afastar os micro-organismos e as doenças, junto com sujeira e resíduos, e manter a beleza do lugar.
- Situações de conversa sobre atividades culturais em que se discutem também as características físicas das pessoas envolvidas para observar e valorizar a diversidade cultural e física das pessoas (em integração com História).
- Atividades com músicas com o nome de partes do corpo para apontá-las.

Formas de avaliação
- Observação, registro e análise sobre aquisição de hábitos de higiene pessoal e ambiental.


Fonte: Matriz curricular da Secretaria Municipal de Rio Branco.

domingo, 26 de junho de 2011

O Currículo no 1º Ano

         Pensar o currículo do 1º Ano do Ensino Fundamental (EF) de 09 anos é algo imprescindível para qualquer escola ao ingressar neste novo sistema, porém não é o que tem sido visto na prática.
         É preciso repensar os princípios, o que se deseja fazer com aquela criança que só tem 06 anos, mas participará do Ensino Fundamental. Uma vez que ela tem suas características, precisa que o local seja adaptado às suas necessidades; e outrora estaria na Educação Infantil onde imperam o cuidar, o educar e o brincar, sendo este último o que orienta as práticas a serem desenvolvidas.
         As especificidades destes pequenos não podem ser delegadas a segundo plano. Elas são o que farão com que a criança de 6 anos seja atendida em sua plenitude. Contudo, o apressamento da implantação deste novo sistema não permitiu a sua reorganização por inteiro, ou seja, num todo. E o pensar sobre a real função do 1º Ano não existiu. Vale agora, enquanto educadores, nos colocarmos a disposição para refletirmos sobre as implicações da nova criança que fará, digo, faz parte do sistema formal obrigatório de ensino. Buscarmos propostas que realmente as levem ao letramento "[...] aos comportamentos leitores, de ter prazer com a língua, de pensar (RIZEK, 2009)" e não focando somente na aquisição do código.
         Ainda segundo Karina Rizek "[...] tentar mudar, não o currículo apenas, mas o olhar de para se entender melhor quem é esta criança, desta faixa etária, que características ela tem." Fugindo da criança da literatura e buscando a criança sujeito de direito.
         Para instigar mais a referida questão, sugiro que vejam primeiramente o vídeo: Ensino Fundamental de 9 ano, um podcats com as formadoras Karina Rizek, da Escola de Educadores e Beatriz Ferraz, do Cedac, em que a primeira fala sobre a análise que ela e Beatriz fizeram da analise de 15 matrículas curriculares de língua Portuguesa e Matemática para o 1º Ano.

Ensino Fundamental de 9 anos

         Karina Rizek ao falar da análise das 15 matrizes curriculares para o 1º ano do Ensino Fundamental de 9 anos feitas por ela e Beatriz Ferraz, demonstram um panorama de antecipação da realidade da antiga 1ª Série para o 1º Ano, trazem aspectos muito além da capacidade das crianças; focam na aquisição do código e deixam de lado as perspectivas do letramento, sendo que estes pontos é que deveriam ser a preocupação deste ano inicial do EF.
         Os objetivos e conteúdos não contemplam a criança de direito, aquela que tem características específicas, e tão pouco os comportamentos de leitores. Diz que a maioria das propostas curriculares analisadas não contemplam tal criança e apresentam as propostas de Rio Branco-AC, São Luís-MA e São Paulo-SP como as que mais se preocupam com esta; vão além de uma simples grade curricular, trazem módulos, livros de professor, sugestão de atividades, discussão de como se constrói uma rotina e de como se organiza o tempo, e de quem é essa criança, ou seja, buscam coisas importantes da Educação infantil para este novo início de alfabetização.
         E, assim fica evidente que a transposição do sistema de 08 para 09 anos não deveria ter sido de forma aligeirada. Deveriam ter existidos discussões em contextos e que estas teriam que ter sido feitas com todos os educadores, já que a mudança não afeta somente o 1º Ano, início da alfabetização.
         Rizek, fala que as possíveis falhas vão desde a criação da lei até sua implantação em 2010. Rememora que é preciso pensar a mesma questão que aconteceu com o Ensino Fundamental, na LDB de 1996. Diz que os sistemas deveriam ter aproveitado o prazo de 5 anos para se pensar nesta mudança e depois fazê-la, mas que isto não aconteceu. Que era preciso de equipe quantitativa e qualitativa, mas que nós não temos no Brasil. As propostas não deveriam ter vindo de cima para baixo e que as equipes pedagógicas deveriam promover tais discussões, pois o que precisava ser reorganizado não era somente o currículo do 1º Ano, mas tudo; todo o sistema de 9 anos.
         Segundo Amélia Hanze "No do Ensino Fundamental de 09 anos, o objetivo é assegurar a todas as crianças um tempo maior de convívio escolar, maiores oportunidades de aprender e, com isso, uma aprendizagem com mais qualidade".
         Registramos tais falas pela importância que elas tem. Inserir uma criança aos 06 anos no Ensino Fundamental exige muita cautela. Necessita de um olhar direcionado as suas especificidades, a fase do desenvolvimento em que ela se encontro. O entendimento precisa perpassar pelas suas necessidade enquanto sujeito em crescimento. As propostas curriculares devem se debruçar sobre conteúdos e objetivos que a contemplem. As práticas devem ter clarezas que o 1º Ano não é uma antecipação das práticas da antiga 1ª Série tão pouco um recorte da última etapa da Educação Infantil (em alguns estados denominadas de "classes de alfabetização").
         As atividades precisam ser propostas tendo como pano de fundo o Alfabetizar Letrando. O planejamento precisa ser realizado entendendo que alfabetização no contexto atual é um processo. Por isso, os planos do 1º ao 3º Ano do Ensino Fundamental devem ser coesos, construídos a seis mãos*. Deve-se haver uma continuidade entre o que se faz no 1º até o 3º Ano; o trabalho precisa ser realizado de forma continua. As atividades precisam falar entre si.

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* desculpe-me o uso da expressão: a seis mãos, mas ela sempre me remete ao ensino de piano e, para mim, esta é uma atividade que precisa de muita afinidade para ser realizada.
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Para saber mais, leia as propostas curriculares de Rio Branco, São Luís e São Paulo:

Orientações Para o Ensino de Língua Portuguesa e Matemática no Ciclo Inicial. Rio Branco-AC, 2008. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-fundamental/matriz_acre_riobranco.pdf.

Caderno do 1º Ciclo: ensino fundamental. São Luís-MA, 2009. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-fundamental/matriz_sao_luis.pdf.

Versão preliminar para apreciação da rede pública estadual: 1º Ano do Ciclo I - Ensino Fundamental - expectativas de aprendizagem. São Paulo: 2008. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-fundamental/matriz_curricular_SP_introd.pdf.

Proposta: disciplinas. São Paulo: 2008. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ensino-fundamental/matriz_curricular_SP_disciplinas.pdf.

Para saber mais, leia:
SOARES, MAGDA. Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos. Disponível em:  http://pt.scribd.com/doc/18892732/Artigo-Alfabetizacao-e-Letramento-Magda-Soares1.

Referências:
HANZE, Amélia. As Legislações do Ensino Fundamental de Nove Anos. Disponível em:  http://educador.brasilescola.com/politica-educacional/ensino-fundamental-de-nove-anos.htm.

sábado, 25 de junho de 2011

Rotina na sala de 1º ano: como planejar?

O ambiente em que os pequenos vão estudar e brincar e as atividades propostas devem lembrar os momentos proporcionados pela Educação Infantil
(Arthur Guimarães e Bianca Bibiano)


Fonte: Nova Escola

            Promover a transição do Ensino Fundamental de 08 para 09 anos requer um olhar apurado de todos os profissionais da educação. Essa é uma atividade que nos chama à reflexão, em especial, acerca do que se fará no 1º Ano. Quais os conteúdos serão destinados a ele? Quais as técnicas e procedimentos adequadas para a criança de 06 anos? Assim, fica claro que a Rotina para este momento não poderá ser a mesma da última etapa da educação infantil, nem tão pouco a reproduzação do que acontecia na 1ª série.
            É preciso um olhar diferenciado, que realmente contemple a criança que será inserida neste novo contexto. Uma roupagem certa para este momento é o que fará com que haja uma Educação Infantil de qualidade.
          Por isso, transcrevo abaixo a reportagem de Arthur Guimarães e Bianca Bibiano, publicada na revista Nova Escola, que discute o planejamento da rotina na sala de 1º Ano do Ensino Fundamental e propõe um novo olhar para a organização deste. Registro que os grifos são nosso, com o propósito do leitor se atentar aos detalhes de cada fala.
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Como planejar a rotina na sala de 1º ano

A receita para receber bem a turma de 6 anos e levá-la a avançar na aprendizagem envolve um caminho híbrido entre o mundo do Ensino Fundamental e a prática da pré-escola. "A migração dessas crianças não pode significar que elas deixem de brincar para estudar como os mais velhos. A escola não precisa ter um cotidiano sério para ter qualidade. Brincar é um direito delas", argumenta Ângela Borba, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Isso não significa que a alfabetização deva ser deixada de lado. Ela precisa ter a roupagem certa. "Lemos e escrevemos para conhecer mais sobre o mundo e também para participar das práticas sociais e culturais, e não para preencher lacunas de exercícios didáticos", diz a especialista. Esse mesmo princípio tem de guiar as
atividades propostas em todas as disciplinas: fazer sentido para as crianças, assim como fazem na vida.

Para aprender sobre o mundo, os estudantes precisam se movimentar e interagir uns com os outros e com os objetos do conhecimento - proporcionado pela rotina. "As salas ideais valorizam as ações dos pequenos, suas expressões, a imaginação, as falas e as produções (veja o infográfico [acima]). Para isso, o mobiliário tem de proporcionar flexibilidade. Por fim, é preciso deixar à disposição da turma todos os materiais que permitam variadas possibilidades de expressão - verbal, gráfica e plástica.

Fonte: Como planejar a rotina na sala de 1º ano. Nova Escola. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/sala-1o-ano-496541.shtml.
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Para saber mais, leia:
RAPOPORT, Andrea. A Criança de 6 Anos no Ensino Fundamental. Ed. Mediação.

OLIVEIRA, Zilma. Educação Infantil: Fundamentos e Métodos. Cortez.GALVÃO, Izabel. Henri Wallon: Uma Concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil. Vozes, 136 págs.

Ensino Fundamental de Nove Anos: orientações gerais. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/noveanorienger.pdf.